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Distrito de Lobata

Roça de Agostinho Neto

Roça de Agostinho Neto

A Roça de Agostinho Neto é a maior roça de São Tomé. Fundada, em 1865, por Gabriel Bustamante foi mais tarde adquirida e explorada por José Luís Constantino Dias Marques Valle Flôr.

Esta roça, localizada na zona norte do arquipélago, possui, ainda, hoje muitos habitantes. Devido à sua enorme área tinha um caminho de ferro próprio só para o transporte do cacau.

Entre todas as várias construções destaca-se o imponente edifício central, que foi o hospital da Roça, antigamente denominada de Rio D'Ouro. Construído nos anos 20, destaca-se num plano elevado ao centro de uma grande avenida. Apoiado em arcos de alvenaria de pedra, de modo a preservar as melhores condições de higiene, possui duas grandes alas, masculina e feminina, separadas pelo corpo central, onde se localizavam as funções como: enfermarias, maternidade, lavandaria, cozinha, etc.

Hoje, apesar de muito degradado, continua a possuir a grandiosidade original e um enquadramento paradisíaco. Este edifício é um bom exemplo de que o hospital era, por regra, a construção de maior destaque na maioria das roças, quer pelo seu tamanho, quer pela sua localização (no ponto mais alto da roça).

Sendo um dos mais ricos patrimónios históricos e arquitetónicos do arquipélago, a imagem do hospital da roça Agostinho Neto encontra-se estampada nas notas de cinco mil dobras (moeda nacional).

Ficha do Imóvel

Uso atual
Devoluto
Propriedade/Afetação
Estado
Tipologia
Hospital
Obras de remodelação
Ano de construção
1920
Estado de conservação
Degradado

Por que integrar o Programa

O Hospital da Roça Agostinho Neto reúne condições para ser integrado no Programa REVIVE ROÇAS, pela sua localização, desafogada e com boas vistas, dimensão e porque o estado de conservação, apesar da degradação visível, permite, ainda, a sua recuperação de acordo com a traça original.

Condicionantes

O edifício do Hospital poderá possibilitar intervenções de remodelação, nomeadamente adaptações dos espaços interiores e exteriores do edificado às novas funções com a condicionante da não alteração de volumetrias e da traça arquitetónica do imóvel, por forma a respeitar a identidade do mesmo.

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